terça-feira, janeiro 11, 2005

Eu, o Cético, o Poeta e o Anjo


A verdadeira beleza:
a que deslumbra, invade... ofusca
A sensualidade de uma ninfa:
aquela que desafia
que só ao homem com a segurança de um semideus à vontade deixa...
o olhar penetrante e misterioso (mas que sempre do meu se desvia) :
que comove, confunde, apaixona...
Encontrei naquela mulher.

Impossível! – asseverou o Cético.
Ame-a.... – sugeriu o Poeta.
Cuidado, muito cuidado... – aconselhou-me um Anjo.

Senti seu perfume; fragrância sem par
combinação perfeita com sua ternura e frescor,
impregnou meu coração, minha alma, minha mente.
Toquei seus cabelos, o abraço também foi real.
Ainda que separados por um abismo de sentimentos – os meus –
e não-sentimento,
hesitar e não amá-la, me é impossível !

Mentiroso !!! – bradou irritado o Cético.
Você a ama, você a ama... – cantarolou o Poeta.
Esqueça-a. – implorou-me o Anjo.
Amar em silêncio e tão somente vislumbrá-la em minhas lembranças,
me parece a saída.

Continuas a mentir... – falou o Cético em desânimo.
Não conseguirás ! – sentenciou o Poeta.
Tarde demais para salvá-lo. – acendendo um cigarro, confidenciou-me o Anjo.